
O Super Ingrediente Original
O azeite virgem extra está hoje associado a benefícios para a saúde e faz parte de uma alimentação equilibrada. O que Homero chamava de “ouro líquido” e Hipócrates de “o grande curador”, a ciência confirma.
Rico em antioxidantes e gorduras monoinsaturadas, o azeite virgem extra é um verdadeiro aliado da sua saúde e longevidade.
O azeite virgem extra é uma das gorduras mais saudáveis que existe.
Além de dar um sabor único aos alimentos, está associado a benefícios para a saúde e a um estilo de vida mais saudável.
O azeite virgem extra pode contribuir para a saúde do coração e para a manutenção de um perfil lipídico equilibrado. Estudos sugerem que o seu consumo regular pode ajudar a reduzir a oxidação do LDL (“mau” colesterol) e contribuir para o aumento do HDL (“bom” colesterol).
Como ajuda o coração
O azeite ajuda a proteger a memória e a reduzir o declínio cognitivo. Estudos associam ainda o seu consumo regular a uma redução de 28% do risco de morte relacionada com demência.
Benefícios para o cérebro
O azeite virgem extra tem um efeito prebiótico, ajudando a alimentar as bactérias boas do intestino e a combater a inflamação. Estudos mostram que o azeite ajuda a equilibrar a microbiota intestinal e a reduzir processos inflamatórios.
Impacto na microbiota
O azeite ajuda a controlar o apetite e a gerir o peso. Estudos mostram que seu consumo regula a saciedade e o peso corporal ao influenciar a microbiota intestinal, estimulando a produção de ácidos gordos de cadeia curta.
Como melhora o metabolismoO azeite virgem extra é uma das gorduras mais saudáveis, quando comparado com outras opções culinárias.
Destaca-se também pela sua estabilidade ao calor, mantendo melhor as suas propriedades quando usado para cozinhar.
O azeite tem sobretudo gorduras monoinsaturadas, associadas a benefícios para a saúde cardiovascular. Outras gorduras, como o óleo de coco e a manteiga, são mais ricos em gorduras saturadas, enquanto óleos como o de girassol ou soja, têm mais gorduras polinsaturadas, que tendem a ser menos estáveis ao calor.
O azeite virgem extra é altamente estável ao calor e à oxidação, graças aos seus ácidos gordos monoinsaturados e polifenóis, que protegem as gorduras da degradação mesmo durante a cozedura.
Quando as gorduras são submetidas a calor elevado, começam a degradar parte dos seus compostos benéficos. O azeite virgem extra destaca-se dos outros óleos vegetais por conter compostos com ação antioxidante e anti-inflamatória, que protegem as gorduras da oxidação e favorecem a saúde cardiovascular.
O azeite virgem extra destaca-se dos outros óleos vegetais por conter compostos fenólicos, como o hidroxitirosol, com ação antioxidante e anti-inflamatória, que protegem as gorduras da oxidação e favorecem a saúde cardiovascular.
01
O azeite ajuda a perder mais gordura enquanto preserva a massa muscular.
Estudos mostram que o consumo diário de 25 mL de azeite virgem extra durante nove semanas resulta em 80% mais perda de gordura (−2,4 kg contra −1,3 kg com óleo de soja), sem comprometer os músculos.
02
O azeite ajuda o organismo a absorver vitaminas essenciais.
Como fonte de gordura saudável, contribui para uma melhor absorção das vitaminas A, D, E e K.
03
O azeite contribui para uma vida mais longa e com mais qualidade. Estudos mostram que a combinação da Dieta Mediterrânica com o azeite está associada a maior longevidade e menor mortalidade por doenças cardiovasculares, neurodegenerativas, oncológicas e respiratórias.
O azeite virgem extra é um elemento versátil na cozinha quotidiana, acrescentando sabor e complexidade até às receitas mais simples.
Pode ser usado para confecionar sopas, refogados, salteados ou simplesmente para temperar saladas, pratos de peixe ou massas.
Em média, recomenda-se o consumo de cerca de 1 a 3 colheres de sopa de azeite virgem extra por dia,
integrado numa alimentação equilibrada
NÃO.
Do ponto de vista calórico, o azeite é igual a outras gorduras, fornecendo 9 kcal por grama. No entanto, destaca-se pelo seu perfil saudável, rico em gorduras monoinsaturadas, especialmente o ácido oleico, que beneficia a microbiota intestinal, ajuda a regular o apetite e a glicémia, aumenta o colesterol HDL e reduz o risco de doenças cardiovasculares.
SIM,
O azeite, especialmente o virgem extra, é mais estável ao calor do que óleos como o de soja ou o de milho, produzindo menos compostos tóxicos até 180 °C. Ele mantém a estabilidade química até cerca de 210 °C graças aos antioxidantes fenólicos. No entanto, temperaturas acima disso devem ser evitadas, pois podem formar substâncias nocivas, como aldeídos e acroleína.
SE CONSUMIDO EM EXCESSO, SIM.
Como toda gordura, o azeite é calórico — fornece 9 kcal por grama. Uma colher de sopa (10 g) tem cerca de 90 kcal, por isso deve ser consumido com moderação, entre 1 e 3 porções por dia, dentro de uma dieta equilibrada. Diferente das gorduras saturadas, como a manteiga ou a banha, o azeite é rico em gorduras monoinsaturadas, antioxidantes e vitamina E, sendo benéfico para a saúde cardiovascular quando usado de forma moderada.
ATÉ 210ºc,
consegue manter as suas propriedades quase na totalidade. Em comparação com outras gorduras, como óleos refinados ou gorduras animais, o azeite virgem extra é uma opção mais saudável para cozinhar. Mesmo com o aquecimento, mantém o seu perfil estável até 210 °C, apesar da leve redução nos antioxidantes.
NÃO,
A acidez do azeite não determina o seu sabor, mas indica a qualidade das azeitonas usadas na extração. Ela reflete o nível de degradação da gordura: quanto menor a acidez, melhor a qualidade. O azeite virgem extra, com acidez inferior a 0,8%, é mais fresco e equilibrado que o virgem (até 2%). Já o lampante, com mais de 2%, tem defeitos e resulta de um processo menos cuidadoso. O sabor do azeite depende mais da variedade das azeitonas, da origem e do método de extração do que da acidez.
PERFIL ORGANOLÉTICO
É o termo técnico para as características que percepcionamos pelos sentidos - basicamente, como o azeite cheira, sabe e parece.
POLIFENÓIS
Compostos antioxidantes naturais do azeite que funcionam como "escudo protetor" das células. São responsáveis pelo sabor amargo e picante.
LDL (Colesterol "Mau")
Lipoproteína de Baixa Densidade. Transporta colesterol no sangue, mas quando oxidado, acumula-se nas artérias e aumenta o risco cardiovascular. O azeite ajuda a reduzi-lo.
HDL (Colesterol "Bom")
Lipoproteína de Alta Densidade. Remove o excesso de colesterol das artérias e leva-o para o fígado.
Oleocantal
Composto fenólico exclusivo do azeite virgem extra. Reduz depósitos tóxicos associados ao Alzheimer.
Gorduras Polinsaturadas
Gorduras essenciais (ómega-3 e ómega-6), mas oxidam facilmente com calor. Presentes em óleos como girassol e soja. O azeite tem poucas, o que o torna mais estável.
Beta-amilóides
Proteínas que se acumulam no cérebro e formam "placas" tóxicas, associadas à doença de Alzheimer. O oleocantal do azeite ajuda a eliminá-las.
Gorduras Monoinsaturadas
O tipo mais saudável de gordura. Abundante no azeite (70-80%), protege o coração, reduz inflamação e mantém-se estável ao calor.
Termogénese
Processo pelo qual o corpo produz calor e queima calorias. O azeite promove termogénese, ou seja, mantém o "motor" a trabalhar mesmo após as refeições, queimando mais gordura.
Vitaminas Lipossolúveis
Vitaminas (A, D, E, K) que precisam de gordura para serem absorvidas pelo intestino. O azeite funciona como "transporte" destas vitaminas para o sangue.
Perfil Lipídico
Análise da composição de gorduras (monoinsaturadas, polinsaturadas, saturadas) de um óleo. O perfil do azeite é ideal: rica em "gorduras boas", pobre em "gorduras más".
As informações presentes nesta página web foram desenvolvidas com base no artigo "Estudo sobre Azeite", de maio de 2025, realizado por Ana Margarida Rodrigues, Elsa Mecha e Maria Rosário Bronze, cientistas investigadoras do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET).
O artigo em questão, por sua vez, foi criado com base numa revisão de outros estudos científicos recentes sobre azeite virgem extra, composição lipídica, saúde cardiovascular, cognitiva, intestinal e comportamento térmico, entre os quais se destacam:
Al Rihani, S. B., Darakjian, L. I., & Kaddoumi, A. (2019). Oleocanthal-Rich Extra-Virgin Olive Oil Restores the Blood-Brain Barrier Function through NLRP3 Inflammasome Inhibition Simultaneously with Autophagy Induction in TgSwDI Mice. ACS chemical neuroscience, 10(8), 3543–3554. https://doi.org/10.1021/acschemneuro.9b00175
Ariza-Ortega, J. A., Castañeda-Antonio, M. D., Ramos-Cassellis, M. E., Manríquez-Torres, J. de J., Ruíz-Sánchez, M., & Díaz-Reyes, J. (2024). Fatty acids and squalene and quality parameters of extra virgin olive oil (Olea europaea L.) produced in Mexico. Food and Humanity, 3, 100367. https://doi.org/10.1016/j.foohum.2024.100367
Bes-Rastrollo, Maira & Soares, Mario & Martínez-González, Miguel. (2010). Olive Oil Consumption and Weight Gain. Olives and Olive Oil in Health and Disease Prevention. 17. 895-902. https://doi.org/10.1016/B978-0-12-374420-3.00096-6
Biel, S., Mesa, M. D., de la Torre, R., Espejo, J. A., Fernández-Navarro, J. R., Fitó, M., Sánchez- Rodriguez, E., Rosa, C., Marchal, R., Alche, J. D., Expósito, M., Brenes, M., Gandul, B., Calleja, M. A., & Covas, M. I. (2016). The NUTRAOLEOUM Study, a randomized controlled trial, for achieving nutritional added value for olive oils. BMC complementary and alternative medicine, 16(1), 404. https://doi.org/10.1186/s12906-016-1376-6
Blue Zone Dietary Patterns, Telomere Length Maintenance, and Longevity: A Critical Review. Retrieved from https://www.bluezones.com/recipes/food-guidelines/ (accessed on 14 May 2025)
Clodoveo, M. L., Camposeo, S., De Gennaro, B. C., Pascuzzi, S., & Roselli, L. (2014). In the ancient world, virgin olive oil was called “liquid gold” by Homer and “the great healer” by Hippocrates. Why has this mythic image been forgotten? Food Research International, 62, 1062–1068. https://doi.org/10.1016/j.foodres.2014.05.034